Fotopoemas – Elias Fajardo

Trecho do livro Aventuras de rapaz

O tempo ruge e exige que sejam arrancados os adjetivos piegas, os advérbios exaltados, os substantivos que não se sabe a que vêm. O bordado da lembrança, aquilo que nos move e nos alimenta, se faz aos poucos, amadurece nas noites de insônia, desabrocha nas manhãs, vai juntando águas e forças, como um rio. O limite da escrita é o infinito de uma página em branco.


Trecho do romance “Ser tão menino

Escrever não mais para exorcizar fantasmas, mas para desvendar o lado oculto do mundo. Mergulhar no invisível contido no visível, fazer vir à tona pequenos ecos, intenções, barulhos, climas. Cristalizar o fugidio, extrair o mistério escondido no cotidiano e expô-lo como flor delicada aos olhos dos leitores.

Trecho do livro “Aventuras de rapaz

A beleza cria significados à medida em que usa a simplicidade para detonar a realidade e jogar quem lê numa outra dimensão. É preciso nadar longas braçadas entre um conteúdo poético e outro. O propósito é criar pontes que possivelmente ninguém atravessará. O desafio da linguagem é encontrar o equilíbrio entre a espontaneidade e o pensamento lógico e a maneira mais eficaz de resolver esta contradição é não pensar nela.

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