Contos de Marlene de Lima

Foto: perfil pessoal
CONTOS DE MARLENE DE LIMA

Sobre Marlene de Lima

Marlene Santos de Lima nasceu em Maceió, Alagoas. Radicada no Rio de Janeiro, graduou-se em Letras pela UFRJ e cursou especialização em literatura brasileira na UERJ. Secretária de audiências no TRT, fez do cargo um posto de observação, que lhe acrescentou matéria ao universo ficcional. Mas afirma que sua paixão pelo ato de escrever se deve à convivência, na infância e parte da juventude, com as histórias de cordel, que lhe ensinaram a arte da clareza e simplicidade. É professora de língua portuguesa e literatura. Tem dois livros publicados: “Homem sem agá e outras incertezas”, em 2011, pela editora Cais Pharoux, e “Por onde anda a gata?”, em 2018, pela editora 7 Letras.

Jair Ferreira dos Santos

Há que se falar, e muito, da obra de Marlene de Lima, alagoana radicada há décadas no Rio de Janeiro. Invisível, silenciosamente, seus contos quebraram a resistência do nosso sistema literário ao chegarem à final do Prêmio Jabuti em 2018. Nada mais justo. São textos que unem a sensibilidade à imaginação e à inteligência na confecção de histórias as mais surpreendentes, contendo tudo o que o leitor quer das narrativas curtas: enredo envolvente, personagens interessantes e linguagem expressiva, que excita o prazer de ler. Um elenco bastante rico de temas e motivações nos conduz a situações frequentemente inusitadas, como se testassem nossos valores, nossa experiência de vida. Certo humanismo permeia seus livros com uma opção filosófica que investe radicalmente contra as zonas de conforto a que nos rendemos na nossa passividade, pois não abre mão da luta pela justiça seja ela praticada por quem de direito ou pelo destino ou pelo acaso, preservando a virtude de não esgotar os mistérios da existência. Algo que, na literatura, é quase tudo.

João Paulo Vaz

Marlene de Lima revela, no seu aspecto mais humano, a nossa história política e social. Fala sobre os pequenos e grandes dramas pessoais que, sempre modulada pelo acaso, a realidade social determina. Seus contos valem como aulas de sociologia. Mas a originalidade da linguagem e as narrativas ao mesmo tempo inteligentes e divertidas fazem a leitura fluir tão bem que o leitor jamais se percebe frente a uma aula, menos ainda de política ou sociologia. “Matinê” e “Flecha certeira” são exemplos desses dramas pessoais em que a vida do personagem é em algum momento bloqueada pela repressão social ou política mas se reafirma como vida, e a reafirmação se dá não por atos heróicos ou soluções mágicas mas por sua própria humanidade e com um bom tempero de humor.

Revista eletrônica de arte contemporânea

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora
%d blogueiros gostam disto: